A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos… Tudo bem! O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier. (via c-a-n-a-r-i-o)
Sunshine
(Source: aconchegante, via c-a-n-a-r-i-o)
Macho pra mim é aquele que cumpre sua palavra. O fodão é aquele que tem várias opções de mulheres e escolhe todos os dias a mesma. E o bonzão, é o que sabe o valor de uma mulher. Esse resto que fica ai andando pela rua achando que é homem, típico ”MENINO”, pra mim não serve!
Tati Bernardi. (via c-a-n-a-r-i-o)
Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
Caio Fernando Abreu. (via c-a-n-a-r-i-o)
Sou companhia, mas posso ser solidão.
Clarice Lispector. (via c-a-n-a-r-i-o)
Um homem cego estava sentado em uma calçada, com uma latinha na mão e ao seu lado, em um cartaz constava a seguinte frase: “Sou cego, por favor me ajude.” Poucas pessoas que passavam, ajudavam o homem. Mas logo passou um publicitário que parou na frente do homem, se ajoelhou e escreveu no verso do cartaz outra frase, e saiu. Logo depois, praticamente todas as pessoas que passavam deixavam dinheiro para o homem. E novamente o publicitário veio ao homem, que lhe perguntou:
— O que o senhor escreveu?
E o publicitário respondeu:
— Escrevi a mesma coisa, só que com palavras diferentes.
E no cartaz estava escrito assim: “Hoje é um dia lindo, mas eu não posso vê-lo. (via ca-sulo)
— O que o senhor escreveu?
E o publicitário respondeu:
— Escrevi a mesma coisa, só que com palavras diferentes.
E no cartaz estava escrito assim: “Hoje é um dia lindo, mas eu não posso vê-lo. (via ca-sulo)
(via c-a-n-a-r-i-o)
Se eu gosto de você, te levo no peito e não te esqueço. Não vou ser falsa, não tenho a capacidade de olhar no seu olho, sorrir e depois sentar no bar e falar mal até da sua avó. Não aceito esse tipo de coisa. Conheço muita gente, mas conto meus amigos nos dedos. E prefiro assim. Tem gente que eu saio, tomo drinks coloridinhos, dou risada e ponto final. E tem gente que na hora do desespero ou da alegria infinita eu ligo e choro ou sorrio de orelha a orelha. E quero que continue assim. De verdade. Não tenho a ilusão que todo mundo é meu amigo. Só quero ter a certeza de que quem olha nos meus olhos não mente, não trapaceia e não é filho da mãe. Porque tá cheinho de filho da mãe nesse mundo. A gente tem que tomar cuidado e aprender a se defender. Mesmo que doa.
Clarissa Corrêa. (via c-a-n-a-r-i-o)
Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro.
Caio Fernando Abreu. (via c-a-n-a-r-i-o)
(Source: umabandaderock, via c-a-n-a-r-i-o)
Não confio em quem não olha nos olhos e abraça mole. Acho que falta mais olho no olho na vida. As pessoas mal se olham nos olhos, mal se cumprimentam, mal se beijam. Selinho é bom, mas beijo de língua é melhor ainda. Tapinha no ombro não me seduz, gosto mesmo é de abraço apertado, abraço quentinho, abraço bem abraçado. Não gosto de quem oferece o rosto, gosto do barulhinho do beijo estalando na bochecha, todo oferecido, bem exibido. As pessoas ficam hesitando, não querem se dar. Mas a gente tem que se dar por inteiro. Ficam nesse vou-não-vou, quero-não-quero. Tem que querer, rir, ir. Sem medo, sem cobrança, sem procurar motivos. Mesmo porque os motivos só aparecem bem lá na frente. Uma hora a vida resolve nos dar explicações, mas não tente procurar agora, esse não é o momento. Não dá pra ficar se questionando. Eu sei, sei que a gente questiona, que os pontos de interrogação rondam a cabeça e o coração. Mas sossega, aquieta o pensamento, deixa os sentimentos chegarem, ficarem, se instalarem. Para, então, você viver de forma mais plena e feliz.
Clarissa Corrêa. (via c-a-n-a-r-i-o)